Festas Juninas

Meu filho é obrigado a participar da festa junina porque vale nota no boletim!
Este tem sido um problema para muitos pais evangélicos, mas a partir de agora eu gostaria de deixar bem claro esta questão: No Inciso 5º da Constituição Federal reza o seguinte: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais dos cultos e suas liturgias”.
Fica claro que, é inviolável a liberdade religiosa, mas a questão defendida pelas escolas é que as festas Juninas são festas folclóricas, mas o que a própria história nos mostra é que ela é uma festa religiosa desde a antiguidade.
A origem desta comemoração vem desde a antiguidade, quando se prestava culto á deusa “Juno” da mitologia Romana. (Migalhas folclóricas, p.99 Mariza Lira), os festejos a esta deusa eram denominados Junônias, origem do nome atual "festas juninas".

Como é de conhecimento de todos, o Brasil foi descoberto pelos portugueses e por isso a tradição católica veio sobre nós em forma de danças, festas e porque não dizer que as suas comemorações foram arraigadas em nossa tradição e folclore.

Temos a referência da primeira festa de São João no Brasil em 1603 pelo Frade Vicente do Salvador que se referiu aos nativos que aqui se encontravam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque eram muito amigos da novidade, como no dia de São João Batista por causa das fogueiras e capelas”. (Ib p.106 Mariza Lira).

Agora uma pergunta paira no ar, convém perguntar aos educadores ou a todos que exigem a participação dos nossos filhos o seguinte:
- Qual é a relação desta festa com a vida escolar do meu filho?

- O que esta festa vai acrescentar na vida educacional do meu filho?

- Porque esta festa é considerada folclórica e não religiosa por muitos se ela tem o seu sentido em santos da Igreja Católica?

Para muitas crianças católicas esta festa é explicada assim:

“Que a Santa Isabel era muita amiga de Nossa Senhora e pela falta de comunicação daquele tempo, para Nossa Senhora saber que o bebê tinha nascido, Isabel faria uma grande fogueira e mandaria erguer um mastro com um bebê na ponta. Logo que a criança nasceu ela fez conforme combinado e Nossa Senhora foi visitá-la, era dia 24 de Junho. Foi ai que começou a ser festejado São João com um mastro, fogueiras e danças etc...”

Esta comemoração de São João Batista deu o inicio das comemorações Juninas, vindas depois a de Santo Antonio e de São Pedro.

SANTO ANTONIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO.

A devoção deste santo foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele, faz parte da tradição que as moças recorram a Santo Antonio para pedir um casamento.

São João foi consagrado santo pela igreja católica, em São João é comemorado com fogos de artifícios, os devotos usam bandeirolas coloridas e dançam, erguem uma fogueira e canções ao Santo.

O nascimento de João Batista foi um milagre, visto que os seus pais já eram idosos (Lucas 1 v; 5-25). Sabemos da importância de João Batista, o próprio João Batista reconhecia o seu lugar e se alegrava de sua posição.

João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração em vida, será que agora ele aceitaria festas em sua homenagem? É só lembrar no batismo de Jesus (João 4v. 1).

É atribuída a festa em sua homenagem, pelo motivo de ser reconhecido pelos católicos como o “primeiro Papa ou o principal dos apóstolos”, por isso é atribuída a honra de uma festa em sua homenagem, podemos ver que ele é considerado o patrono dos pescadores e podemos ver que no seu dia, existem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos, para os pescadores, este dia é sagrado! O que dizer de São Pedro? O apostolo sabia qual era o seu lugar, até hoje é considerado o primeiro Papa de Roma, mas não há nenhuma prova disto (assunto que veremos em outra ocasião no ABRINDO A VISÃO), o Pedro da bíblia também errou como qualquer um de nós, e nunca aceitou nenhuma adoração ­ At 10 v.25-26.

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio para recebê-lo e prostrando-se a seus pés, o adorou. Pedro o levantou dizendo: LEVANTA-TE, QUE EU TAMBÉM SOU HOMEM”.

FESTA DE TODOS ­ CRENDICES POPULARES

Muitos acreditam que ao soltarem um balão, se ele subir sem nenhum problema seus desejos serão realizados, e se por qualquer problema ele não subir ou cair rapidamente, isto traria muito azar, sabemos que muitos soltam os balões em este princípio, mas lembramos que isto faz parte também destas festas, no entanto há muitos balões que trazem escritos como ‘VIVA SÃO JOÃO'.

Há muitos que aproveitam estas festas para se juntar e levar a sua crença, com seus rituais.

A FORMAÇÃO DAS FOGUEIRAS

Uma das coisas que não pode faltar em uma festa junina é a fogueira, em alguns lugares ainda a tradição da formação das fogueiras sobrevive, e cada uma das festas exige uma formação das fogueiras diferentes:

- Santo Antonio: As lenhas são montadas em forma de quadrado.

- São Pedro: As lenhas são atreladas em formato triangular

- São João: As lenhas são colocadas semelhantes a uma pirâmide.

PARTICIPAR OU NÃO DAS FESTAS JUNINAS?

É muito certo de que não há nenhuma festa junina como objetivo educacional, a não ser a educação religiosa e costumes católicos movidos pela tradição, podemos sim dizer não as festas juninas, por mais que elas tragam brincadeiras que agradem nossas crianças, mas o perigo é que as tradições e costumes possam entrar na vida dos pequeninos, o povo de Israel sofreu com os costumes de povos que o próprio Deus pediu para não se envolver com eles.

Fica claro que estas festas fazem parte de uma tradição na qual nós não coadunamos, louvores e adoração a homens, até mesmo o costuma de soltar fogos em tempos atrás em Portugal, acreditavam que os estouros das fogueteiras expulsavam os demônios.

Não somos contra as festas, somos um povo festivo, comemoramos o dia das mães, dias dos Pais, dia das crianças, Natal e outras festas até mesmo que são comemoradas nas escolas, no mês passado a minha esposa participou de uma festa muito bonita na escola de meu filho comemorando o dia das mães, mas antes de participarmos de qualquer festa necessitamos avaliar qual é a sua finalidade.

Temos que ter em nossa mente a vida de Salomão, conhecido por receber de Deus sabedoria que era comparada a areia da Praia, I Reis 4v. 29 “Deus deu a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e larga inteligência como a areia da praia do mar”, mesmo que ele possuía uma sabedoria tremenda, Deus não deixou de avisar que ele necessitava de andar nos seus estatutos e seus mandamentos (I Reis 3v. 11-14 / I Reis 6v. 11- 13 / I Reis 9 v. 4-9) por 3 vezes Deus avisou a Salomão, mas o que aconteceu?

Salomão confiou em sua própria sabedoria e fez aliança com povos que tinham uma tradição contrária a palavra de Deus, costumes diferentes e adoravam a outros deuses, tinham cultos adorando aos deuses que estavam acostumados, e isso foi com um objetivo bom.

Quem sabe ele pensou assim: “Se eu pegar as filhas de Faraó, e as filhas dos reis que estão em minha volta, com certeza eles não vão fazer guerras contra mim, então farei isto, mesmo que elas tenham costumes diferentes, adoram aos seus deuses, eu que possuo a Sabedoria que Deus me deu, não vou ser contaminado”. Quem sabe foi este pensamento que ele teve, e quem sabe você tenha este mesmo pensamento na questão destas festas juninas que trazem louvores aos santos, mas sabe o que aconteceu com Salomão por causa desta aliança?

- Ele se contaminou a ponto de ele mesmo adorar a outros deuses, Milcom, Astarote que eram deuses dos amonitas e sidonios, confira lá em I Reis 11.

Poderíamos dar o exemplo de Arão no deserto como pedido do povo para fazer um deus para eles porque esperavam Moises voltar e ele não voltava, o que aconteceu naquela noite? Êxodo 32-33

O teor religioso das festas juninas não passa de um ato de idolatria, quando se fala das festas realizadas aos Santos, veja o Salmo 116 v. 34- 37 ­ “E serviram aos seus ídolos que vieram a ser-lhes um LAÇO. Demais disto, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios. E derramaram sangue de nossos filhos e de suas filhas que sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue”.

Sabemos que crianças não são sacrificadas nestas festas, mas o intuito desta matéria é dizer que o perigo é o envolvimento com tradições e costumes que vão contra a palavra de Deus, Como cristãos devemos ter as palavras de Jesus quando ele foi tentado no deserto por satanás, Mat. 4v.10 “Adoraras somente ao Senhor teu Deus.”

Normalmente as pessoas que participam destas comemorações imaginam que estes santos podem interceder por eles, mas sabemos que eles não podem fazer nada por ninguém, Pedro e João foram discípulos obedientes a palavra de Jesus, mas eles não podem intermediar nada para ninguém, porque esta missão foi dada para Jesus “Porque há um só Deus, e um só intermediador entre Deus e os Homens, Jesus Cristo ­ I Tm 2v. 5”.

Romanos 8 v. 34 diz ‘é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por Nós'.

Bem espero que esta matéria tenha sido benção para você e acreditamos que abrimos o caminho para que você possa pensar e acabo com a mesma pergunta: - Podemos deixar os nossos filhos participarem destas comemorações?

- Podemos participar destas festas?

- A minha resposta é não, mas qual é a sua? Deixo a vocês também uma opinião de quem trabalha com crianças há 10 anos. Procure trocar no mesmo dia que a escola dele fará esta festa, por um passeio com o seu filho. - Procure explicar as festas juninas para o seu filho com uma linguagem que eles entendam, mostrando na bíblia o perigo das contaminações das tradições e costumes religiosos.

- Se você conversar com ele e explicar para ele, você estará dando a oportunidade de deixar o Espírito Santo trabalhar no coração dele, porque se ele só for proibido de fazer sem explicação, você poderá de vez em ajudar a atrapalhar mais ainda, a raiva pode aflorar criando um muro que ele não pode pula-lo agora, mas quando ele puder, ele pula para ver o que tem do outro lado!


Pr. Alexandre Farias é Consultor Teológico do Instituto Cristão de Pesquisa é Pastor, Palestrante e Conferencista, ministra estudos sobre seitas e heresias, autor da Apostila Bruxaria para crianças - Realidade ou fantasia?
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